divórcio ou casamento eterno?...

2006-07-11

Zizou

Vi aquela cabeçada à touro. Não ouvi os comentários que a terão desencadeado. Li e ouvi muitos analistas destacarem o fim triste de um grande jogador. Num primeiro momento, também eu alinhei nesse coro de comentaristas bem comportados.
Depois pensando melhor conclui que o que nos magoava a todos era o facto de ele não ser aquele ídolo onde gostávamos de nos rever porque mostra o ideal com que todos sonhamos mas não conseguimos alcançar, porque não é alcançável neste mundo.
Afinal Zidane não era uma máquina sem defeitos: é uma pessoa, capaz de gestos de uma beleza inexcedível e de atitudes violentas. É bom tê-lo entre nós. Com virtudes e defeitos. Certamente que ninguém esquecerá aquela cabeçada, mas também não esqueceremos aqueles passes mágicos com que durante tantos anos nos deliciou. Aquela cabeçada o que fez foi apenas trazê-lo para o meio de nós, os simples mortais. E recordar a nossa finitude, que tanto teimamos em querer ignorar.
Até estou a imaginá-lo daqui a uns anos, ao cruzar-se com Materazzi, dizer-lhe: "Só fiquei com pena de não te ter partido o esterno, quando tu me provocaste daquela maneira!"

2 Comentários:

Anonymous Zé Carlos disse...

Concordo inteiramente com o que dizes. Pensei o mesmo e concluí igual. Eu próprio, manso a pulso, talvez fizesse o mesmo que Zidane. Analisadas as imagens, sem qualquer envolvência de violência, só pode ter sido muito reles o que o italiano lhe disse.Uma cabeçada talvez tenha sido pouco. Um esterno partido talvez fizesse justiça.

11/7/06 13:49

 
Anonymous Anónimo disse...

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14/2/07 23:08

 

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