divórcio ou casamento eterno?...

2006-05-24

Justiça para os ricos

A justiça volta a estar nas bocas do mundo.
Eu imagino que deve ser muito difícil julgar, sobretudo porque estão em causa pessoas.
Mas quando se vê o tratamento dado a uma cidadã que rouba quatro queijos para comer e o que se vai definindo vagamente para os vários Apitos dourados que por aí andam, o cidadão comum tem muita dificuldade em não se sentir indefeso e não sabe muito bem o que andam os "fazedores" de justiça a fazer.
Mais a mais, trata-se de um assunto para iniciados dado o seu enquadramento tão hermético (a legislação é tanta e tão complexa, que só os especialistas podem entrar nela) e assustador (com rituais e ritos que intimidam quem não está com eles familiarizado).
Só sabemos que é cega (mas muitas vezes olha, e descaradamente, para onde não deve) e dura (mas geralmente só para quem não tem dureza suficiente na carteira para arranjar quem a "manipule": a palavra "manipule" aqui está usada no sentido etimológico e não ético).

5 Comentários:

Anonymous ângela disse...

A Justiça não deveria ser cega no sentido de que deveria ver de forma justa, equilibrada, certa ou então cega mas mesmo cega porque apuraria outros sentidos, quem sabe aqueles de que precisa para fazer uma avaliação correcta, caso a caso, facto a facto. Mas não é assim tão fácil porque a Justiça actualmente compra-se, não no sentido de corrupção mas no sentido de que só tem acesso aos malabarismos que o ordenamento jurídico permite quem tem dinheiro para contratar conceituados
causídicos. É assim que chegamos á conclusão que infelizmente existe uma justiça para ricos, outra para pobres. Mas não é assim em tudo? Só tem bons médicos quem tem posses para os pagar, só acedem aos colégios particulares quem tem posses para os pagar, etc,etc. Por enquanto ainda há algumas coisas a que todos temos acesso de igual forma como, por exemplo, o ar que se respira e...no fim com mais pompa, menos circunstância.

25/5/06 23:03

 
Blogger Zé Dias disse...

Infelizmente tenho de concordar que as queixas que fiz à justiça têm de ser generalizadas a todos os âmbitos da vida social.
E não sei por quanto tempo ainda teremos como "património de todos" o ar e a água.
Quanto à água cada vez são mais as vozes internacionais a lembrar que se trata de um bem crscentemente escasso e, portnato, não tardará muito que se converta numa simpels mercadoria, sujeita às leis do mercado!
E se os homesn dos dinheiros já se lembraram disto, não tardará muito que o poder político, com a sua indelével subserviência ao poder económico, aceite como natural esta profunda mudança de mentalidades.

28/5/06 14:36

 
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